Investimento! Será que a sua startup precisa?

Nos últimos posts do blog, você acompanhou dicas para encontrar um sócio e formar um time incrível para sua startup. Depois de dar esses passos iniciais no empreendedorismo, muitos pensam que a continuidade deve ser levantar recursos financeiros para o negócio. Está certo, pois existe um caminho para a startup  faturar até se autossustentar. Porém, e se os sócios não têm os recursos necessários para manter o negócio durante este período? Neste momento, os fundadores de startups devem aproveitar as oportunidades de investimento disponíveis no ecossistema empreendedor. Para saber como avaliar o momento e o perfil do investimento ideal para sua startup, confira as dicas valiosas da Camila Betterelli Giuliano, Invesment Associate da Startup Farm:

1-) Em que momento uma startup deve procurar investimento?
Quanto mais tarde no ciclo de desenvolvimento da startup a procura por investimentos acontecer, melhor, pois o negócio estará mais maduro após os diversos exercícios de validação. Assim, maior será o poder de negociação do empreendedor, que não precisará ceder grande parte da empresa ao investidor, pois poderá comprovar a viabilidade do negócio com números reais.
Outro fator relevante para a startup é ter consistência em vendas, mesmo que seus números, como valor da receita e quantidade de clientes, ainda não sejam muito grandes.

Além disso,
é importante que o empreendedor mostre ao investidor que entende profundamente o seu cliente, como se comunicar com ele e que essa estratégia está, de fato, funcionando. Quanto mais argumentos você tiver para mostrar que o negócio é desejável pelo cliente, mais fácil será a sua negociação e o acordo final com o investidor.

 

2-) Qual o perfil do investidor mais comum em startups early stage? Por quê?
Para startups early stage, o investidor-anjo e as aceleradoras são os perfis mais comuns de investidores, pois costumam ser mais abertos a tomar risco em negócios ainda em estágio inicial, mas que se mostram promissores. As aceleradoras, como a Startup Farm, além da possibilidade do investimento, ainda capacitam as startups para encontrarem seu modelo de negócio, mercado-alvo, clientes e com isso crescerem mais rápido.

Além disso, a quantidade de recursos financeiros que esses investidores geralmente aportam, está mais próxima do valor que as startups precisam no estágio inicial. E como nesse momento ainda existem muitas perguntas sobre o negócio que estão sendo respondidas, esses investidores dispendem mais do que apenas dinheiro, trazendo conhecimento e conexões que podem ser fundamentais para o crescimento das startups.

 

3-) Quais são os impactos do aporte financeiro destes perfis de investidores na sociedade? (equity, participação nas decisões etc…)  
Quando se está negociando um investimento, existem dois fatores que precisam ser levados em consideração: o econômico e o controle sobre a startup.
O econômico se define pela relação entre o volume de recursos financeiros aportados pelo investidor e a porcentagem da empresa que vai ser cedida pelo empreendedor. O controle é quais direitos esse investidor passa a ter a partir do momento que se torna sócio.

O ideal é que investidores iniciais não tenham muito controle sobre a startup, pois o volume do aporte financeiro geralmente é baixo e não justifica que este novo sócio possa tomar decisões pelo empreendedor. Desse modo, o investidor deve ocupar uma posição de mentor contribuindo a partir de aconselhamentos sobre o futuro do negócio, mas deixando os empreendedores com autonomia para tomada de decisões.

No entanto, os fundadores de uma startup precisam saber que existem controles de segurança para o investidor, entre eles estão alguns vetos que já constam na Lei das SAs, como o direito do investidor exercer a opção de saída da sociedade por um valor simbólico e a prerrogativa dele forçar a venda das suas ações para os fundadores em determinados contextos. Portanto, é necessário haver um equilíbrio no controle da startup, para que o investimento faça sentido para os dois lados.

 

4-) Quais os tipos de evento ou situações ideais para encontrar esses perfis de investidores?
A melhor forma de conhecer investidores é através de indicações, e preferencialmente no momento que as startups não estão captando recursos. Para conseguir indicações de pessoas que esses investidores confiam, o empreendedor precisa desenvolver um networking eficiente.

A minha dica é que os empreendedores participem de eventos que possam conectá-los com outros empreendedores que já receberam investimento, oferecendo ajuda para solucionar problemas que eles possam estar enfrentando e, dessa forma, construam uma relação que vá além do “preciso que me apresente para determinado contato”. Construir relações assim leva tempo, por isso, é preciso começar o quanto antes.

 

5-) Qual é a abordagem indicada para se apresentar para  investidores em eventos?
Primeiro, o empreendedor deve pesquisar com antecedência sobre as pessoas que estarão no evento e ajustar o seu  elevator pitch, que é um pitch curto, de no máximo, 1 minuto, para falar sobre a sua startup, de uma forma que atraia a atenção dessa audiência. Dessa forma, o empreendedor vai causar uma impressão muito melhor se conseguir comprovar o motivo pelo qual um determinado investidor deve se interessar pela sua startup. O mesmo vale para se apresentar a empreendedores que possam promover conexões com investidores no futuro.


Portanto, não recomendamos que você procure investimento quando sua startup está em estágio inicial, pois neste momento, o risco do negócio é maior e consequentemente, maior será o poder de barganha do investidor, que poderá exigir maior participação econômica e controle sobre a sua startup. Assim sendo, valide muito bem o seu negócio, para que no momento em que ocorrer a negociação com o investidor, você inverta a balança de poder para o seu lado, considerando os seguintes fatores: o valor do investimento, a porcentagem cedida, os direitos que esse investidor está adquirindo sobre a startup e o que ele está trazendo para o negócio em relação a expertise e conexões.

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